Para onde vai o nosso cognitivo?

Já faz um bom tempo que ouvi um professor dizer que o celular passou a ser o nosso apêndice cognitivo… e isso é muito bom, pois diversas funções não precisariam mais ser memorizadas, uma vez que esse aparelho possui calculadora, agenda de telefones, fornece respostas rápidas por meio de mecanismo de busca na web, entre outras benefícios. Aos poucos fomos deixando de lado situações corriqueiras como por exemplo, fazer contas de cabeça ou mesmo lembrar o número do telefone, inclusive das pessoas mais próximas. Em caso de alguma dúvida ou curiosidade sobre qualquer assunto, deixamos de pesquisar nas enciclopédias, tão comuns na maioria das casas, para somente digitar e obter a resposta imediatamente.

Podemos dizer que foi uma verdadeira revolução e também admitir que tudo isso é muito bom e tem bastante utilidade, porém precisamos estar atentos para não deixar que a nossa capacidade intelectual caia em desuso. Neste sentido, com o surgimento de uma ferramenta que tem sido amplamente utilizada para a criação de textos, dos mais simples aos mais complexos, cresce a preocupação, especialmente com a nova geração e com as que estão por vir, no que se refere ao uso indiscriminado desse recurso. A utilização excessiva pode proporcionar um risco aos benefícios da escrita, principalmente do ponto de vista da neurociência, que enfatiza a importância da escrita na ativação das redes neurais.

Sendo assim, é fundamental reforçar que a IA (Inteligência Artificial) deve ser utilizada como uma grande aliada e não como uma ferramenta capaz de substituir a habilidade humana de criar conteúdos com base nos seus estudos, em suas leituras e experiências ao longo da vida.

 

Foto: Pixabay / Tyli Jura

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